O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que só desistirá de sua pré-candidatura à Presidência da República se o ex-presidente Jair Bolsonaro estiver novamente “livre, nas urnas”. Em entrevista à TV Record, repercutida pelo portal R7 e detalhada pelo Bacci Notícias, ele explicou que seu “preço” não é cargo, acordo ou vantagem pessoal, mas o que…
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que só desistirá de sua pré-candidatura à Presidência da República se o ex-presidente Jair Bolsonaro estiver novamente “livre, nas urnas”. Em entrevista à TV Record, repercutida pelo portal R7 e detalhada pelo Bacci Notícias, ele explicou que seu “preço” não é cargo, acordo ou vantagem pessoal, mas o que chama de justiça para o pai e para os eleitores que desejam ver Bolsonaro de volta à disputa eleitoral.
Mais cedo, o parlamentar já havia dito que poderia deixar a corrida ao Planalto, mas que isso teria um “preço”. Questionado sobre qual seria esse preço, respondeu que se trata de justiça e reforçou que sua pré-candidatura é “muito consciente”. Nas palavras dele, quase 60 milhões de brasileiros foram “sequestrados” junto com Jair Messias Bolsonaro, impedidos de escolher nas urnas o líder em quem confiam, por decisões judiciais que o tiraram do jogo político.
Ao ser perguntado se uma eventual anistia para o pai e outros condenados pelos processos ligados ao 8 de janeiro poderia levá-lo a abandonar a disputa, Flávio foi direto: “tem que ter Bolsonaro nas urnas”. Ele afirmou que a única forma de considerar a retirada é saber que o pai está livre, podendo caminhar com os netos pelas ruas do Brasil, como qualquer cidadão. Ou seja, sem isso, mantém a pré-candidatura e transforma o tema em linha central de sua atuação.
Flávio também contou que Jair Bolsonaro já havia escolhido seu nome como sucessor político pelo menos quatro vezes. Segundo o senador, foi ele quem segurou essa decisão por mais tempo, dizendo ao pai que só poderia aceitar quando houvesse convicção absoluta sobre o passo a ser dado. Agora, ele afirma que essa convicção existe e que conversou com diversas lideranças antes de tornar pública a sua pré-candidatura ao Planalto.
A declaração reforça uma estratégia clara: manter o bolsonarismo vivo nas urnas, ainda que sob o nome de Flávio, mas sem abrir mão da bandeira de libertar politicamente Jair Bolsonaro. Ao colocar como condição única a volta do pai à disputa, o senador tensiona diretamente o sistema que produziu a inelegibilidade e denuncia, na prática, o desequilíbrio entre o rigor aplicado contra seu campo político e a tolerância vista em outros casos envolvendo aliados do governo e da esquerda.