O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), escolhido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro como nome da direita para disputar a Presidência em 2026, começou a deixar claro como pretende montar o núcleo duro de um possível governo. Em reunião na sede do PL, em Brasília, nesta terça-feira (9), ele afirmou que já tem dois ministros certos caso vença…
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), escolhido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro como nome da direita para disputar a Presidência em 2026, começou a deixar claro como pretende montar o núcleo duro de um possível governo. Em reunião na sede do PL, em Brasília, nesta terça-feira (9), ele afirmou que já tem dois ministros certos caso vença a eleição: o próprio Jair Bolsonaro e o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). A informação foi divulgada pelo colunista Paulo Cappelli, do portal Metrópoles.
Segundo o relato, Flávio não detalhou quais pastas os dois ocupariam, mas o histórico recente de Nikolas na presidência da Comissão de Educação da Câmara, entre março de 2024 e março de 2025, reforça a possibilidade de seu nome ser cotado para comandar o Ministério da Educação (MEC). Jair Bolsonaro, por sua vez, hoje cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado, decisão que ele classifica como fruto de perseguição política. Mesmo preso na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, o ex-presidente segue como referência máxima do campo conservador e ponto de apoio da campanha do filho.
O cenário político em torno do nome de Bolsonaro ganhou novo capítulo com a aprovação, na Câmara dos Deputados, do projeto de lei da Dosimetria, que reduz as penas de envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023 e pode beneficiar diretamente o ex-presidente. O texto foi aprovado por 291 votos a 148 e agora segue para o Senado. Para aliados, essa mudança é um passo importante para reduzir o tempo de prisão de Bolsonaro e abrir espaço para que ele participe mais ativamente da articulação política da direita, mesmo que ainda impedido de disputar cargos.
Líder do PL na Câmara, o deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) reforça que a aprovação da Dosimetria não encerra a pauta da anistia. Segundo ele, a redução de penas é apenas um “degrau” no caminho para uma anistia mais ampla aos condenados do 8 de janeiro, bandeira central da base bolsonarista nos últimos anos. Em meio a esse contexto, a fala de Flávio Bolsonaro sobre colocar Jair Bolsonaro e Nikolas Ferreira como ministros projeta um governo fortemente alinhado ao bolsonarismo, com foco em retomar espaço nas áreas-chave do Executivo.
Fonte: Pleno.News