Fortaleza passa a oferecer, a partir desta segunda-feira (8), uma nova vacina importante para a proteção de bebês contra infecções respiratórias graves. Todos os postos de saúde da Capital terão disponível o imunizante contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), responsável por quadros de bronquiolite e pneumonia em crianças pequenas. O público-alvo são gestantes a partir…
Fortaleza passa a oferecer, a partir desta segunda-feira (8), uma nova vacina importante para a proteção de bebês contra infecções respiratórias graves. Todos os postos de saúde da Capital terão disponível o imunizante contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), responsável por quadros de bronquiolite e pneumonia em crianças pequenas. O público-alvo são gestantes a partir da 28ª semana de gestação, com aplicação em dose única.
De acordo com a Secretaria Municipal da Saúde (SMS), a Prefeitura recebeu 7 mil doses da vacina Abrysvo, fabricada pela Pfizer e aprovada pela Anvisa em abril de 2024. Esse quantitativo corresponde a 58,8% das cerca de 12 mil gestantes que hoje fazem pré-natal na rede municipal de Fortaleza. Para receber a dose, a grávida deve apresentar o cartão de pré-natal e um documento original com foto no posto de saúde em que é acompanhada.
A principal função da vacina é proteger o bebê nos primeiros seis meses de vida, período em que ele está mais vulnerável às complicações causadas pelo VSR. Experiências de países como Chile e Argentina, que já adotaram a estratégia, apontam redução significativa nos casos de bronquiolite associada ao vírus. Em Fortaleza, somente entre janeiro e setembro deste ano, milhares de pessoas foram internadas por pneumonia e bronquiolite aguda relacionadas ao VSR, com grande concentração entre crianças de 0 a 12 anos.
Para a secretária municipal da Saúde, Riane Azevedo, a inclusão do imunizante no SUS representa um marco na política de proteção à infância. Segundo ela, a vacina oferece proteção específica contra uma das principais causas de hospitalização de bebês e contribui diretamente para a queda da mortalidade infantil. A gestão destaca ainda que, após a pandemia de Covid-19 e o período de isolamento social, muitas crianças deixaram de ter contato com o vírus e não desenvolveram imunidade, o que favorece surtos sazonais ao longo do ano.
Além da vacinação, as autoridades de saúde reforçam medidas de prevenção contra o VSR, como a atualização das demais vacinas do calendário, a higiene frequente das mãos e o cuidado para manter bebês e crianças vulneráveis afastados de pessoas com tosse ou coriza. O vírus é transmitido por secreções do nariz e da boca e pode começar a ser disseminado até dois dias antes do aparecimento dos sintomas, o que torna a proteção antecipada ainda mais relevante para gestantes e recém-nascidos.
Fonte: Diário do Nordeste