O presidente da Rússia, Vladimir Putin, telefonou nesta quinta-feira para Nicolás Maduro e reafirmou o apoio de Moscou ao regime venezuelano em plena crise com os Estados Unidos no Caribe. A ligação ocorre poucas horas depois de forças americanas capturarem o petroleiro Skipper, carregado com 1,1 milhão de barris de petróleo bruto, em águas próximas…
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, telefonou nesta quinta-feira para Nicolás Maduro e reafirmou o apoio de Moscou ao regime venezuelano em plena crise com os Estados Unidos no Caribe. A ligação ocorre poucas horas depois de forças americanas capturarem o petroleiro Skipper, carregado com 1,1 milhão de barris de petróleo bruto, em águas próximas à costa da Venezuela.
De acordo com informações divulgadas por veículos internacionais, o Skipper já estava sob sanções dos EUA desde 2022, acusado de manter vínculos com a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã e o Hezbollah. Plataformas de rastreamento indicam que a embarcação vinha operando na rota entre o Oriente Médio e o Caribe, e seria destinada a Cuba, outro aliado estratégico de Caracas na região.
Em comunicado oficial, o Kremlin afirmou que Putin expressou solidariedade ao povo venezuelano e confirmou apoio à política do governo Maduro voltada à defesa dos interesses nacionais e da soberania diante da crescente pressão externa. Embora o texto não cite diretamente os Estados Unidos, o contexto é o da maior mobilização militar americana na América Latina em décadas, com envio de navios de guerra e aumento de operações navais no entorno da Venezuela.
Cuba, destino previsto do petroleiro apreendido segundo o Washington Post, também condenou a ação americana. O primeiro-ministro cubano classificou a captura do navio como “ato de pirataria” e denunciou uma escalada da “agressão” contra a Revolução Bolivariana, reafirmando apoio total à Venezuela e evocando o legado de Simón Bolívar e Hugo Chávez.
A crise em torno da Venezuela vem se intensificando nos últimos meses, com movimentação de forças dos EUA e discussões internas em Washington sobre opções de maior pressão contra Maduro. Ao oferecer apoio político e potencial assistência militar, a Rússia tenta se firmar como parceira estratégica de Caracas, mas ao mesmo tempo declara que não deseja uma escalada que transforme a região em palco de confronto direto com os Estados Unidos.
Fonte: Folha / Terra / agências internacionais.