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Lula critica Bolsonaro e ironiza Zema: “Não sabe descascar banana”

Lula critica Bolsonaro e ironiza Zema: “Não sabe descascar banana”

Lula participou da Caravana Federativa em Belo Horizonte (MG) e usou o evento oficial do governo federal para fazer campanha antecipada e atacar adversários políticos. Diante do público, o presidente disse ter um “compromisso de honra” para impedir que aqueles que, segundo ele, “destruíram o país” voltem ao poder, numa referência direta ao governo de…

Lula participou da Caravana Federativa em Belo Horizonte (MG) e usou o evento oficial do governo federal para fazer campanha antecipada e atacar adversários políticos. Diante do público, o presidente disse ter um “compromisso de honra” para impedir que aqueles que, segundo ele, “destruíram o país” voltem ao poder, numa referência direta ao governo de Jair Bolsonaro.

No mesmo discurso, Lula repetiu a versão de que encontrou o Brasil “destruído” e levou “2 anos para recuperar” o país, classificando 2025 como “o ano da colheita”. Ele citou reajustes de merenda escolar, bolsas do Ministério da Tecnologia, salário mínimo, correção do Imposto de Renda, investimentos do PAC, queda da inflação e aumento do mínimo como supostos méritos exclusivos de sua gestão.

Ataques a Bolsonaro e reescrita da pandemia

Ao falar da covid-19, Lula acusou o governo Bolsonaro e o Ministério da Saúde da época de terem responsabilidade direta pelas mais de 700 mil mortes na pandemia. Afirmou que, com um “presidente decente” e um ministro como Alexandre Padilha, não teria havido “enterro em saco preto” de centenas de milhares de brasileiros, usando a tragédia sanitária como munição política para demonizar o antecessor.

Lula ainda disse que Bolsonaro “não governava” e que “brincava de contar mentira”, acusando o ex-presidente de liberar armas para que o crime organizado ficasse mais armado. Em vez de discutir falhas e acertos de forma responsável, o petista reforça a narrativa de que todo o caos do passado tem um único culpado, enquanto se coloca como único capaz de “salvar” o país.

Ironias contra Zema e uso da máquina pública

O presidente também mirou o governador Romeu Zema (Novo), pré-candidato à Presidência em 2026. Com deboche, afirmou que Zema “não vai a lugar nenhum” porque “um cara que não aprendeu a descascar banana não pode querer fazer nada mais”, em alusão ao vídeo em que o mineiro comeu banana com casca para criticar a inflação e o preço dos alimentos no governo Lula.

Lula chegou a oferecer um “curso à distância” para ensinar Zema a descascar banana, usando o microfone oficial para ridicularizar o governador em vez de responder aos questionamentos sobre a alta do custo de vida. O episódio mostra o uso político da estrutura federal: na mesma viagem em que inaugurou um centro de radioterapia em Itabira (MG) e participou da Caravana Federativa em Belo Horizonte, o presidente preferiu o ataque pessoal e a autopromoção à prestação de contas objetiva.

Caravana, PAC e narrativa de “salvador”

A Caravana Federativa foi apresentada como uma iniciativa para aproximar o governo federal de estados e municípios, oferecendo atendimento a prefeitos e suporte técnico para políticas públicas. No entanto, o discurso de Lula em Belo Horizonte mesclou anúncios de investimentos do PAC, redução da inflação e aumento do salário mínimo com ataques a adversários e promessas de que “as tranqueiras” não voltarão ao Planalto.

Ao se colocar como líder que “recuperou” o país e agora colhe resultados, Lula explora a máquina pública para fortalecer sua imagem e a de seu grupo político às vésperas de um novo ciclo eleitoral. Enquanto isso, temas como segurança, emprego e o custo real de vida do brasileiro seguem em segundo plano no palanque oficial.

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