O filme “Dark Horse” promete levar ao cinema a versão heroica da facada sofrida por Jair Bolsonaro durante a campanha presidencial de 2018, com o ator Jim Caviezel, famoso por viver Jesus em “A Paixão de Cristo”, no papel do ex-presidente. A produção ganhou força nas redes sociais depois que apoiadores começaram a divulgar fotos…
O filme “Dark Horse” promete levar ao cinema a versão heroica da facada sofrida por Jair Bolsonaro durante a campanha presidencial de 2018, com o ator Jim Caviezel, famoso por viver Jesus em “A Paixão de Cristo”, no papel do ex-presidente. A produção ganhou força nas redes sociais depois que apoiadores começaram a divulgar fotos e vídeos das gravações feitas no Brasil, material que teria vazado apesar do esforço da equipe para manter tudo em sigilo até a estreia.
De acordo com o site Omelete, Caviezel permaneceu cerca de três meses no país gravando cenas antes de a equipe retornar aos Estados Unidos para finalizar o longa. Uma das imagens mais comentadas é a que mostra o ator caracterizado como Bolsonaro, divulgada inicialmente no perfil do jornalista Léo Dias no Instagram.
O elenco reúne nomes como Lynn Collins, de “John Carter”, Esai Morales, de “Missão Impossível 8”, e o brasileiro Felipe Folgosi, que interpreta um policial federal. O roteiro é assinado por Mário Frias, ex-secretário especial da Cultura no governo Bolsonaro, e a direção é de Cyrus Nowrasteh, com previsão de estreia para 2026.
“Dark Horse” apresenta o atentado como parte de uma conspiração que envolveria setores da esquerda e o crime organizado, indo além do episódio isolado da facada. Em flashbacks, o filme mostra um jovem Bolsonaro militar nos anos 1980, em operações contra o tráfico de drogas, reforçando a imagem de combate ao crime.
O enredo fictício sugere a existência de mandantes por trás da tentativa de homicídio e cria um antagonista: um traficante poderoso que, na trama, teria sido preso por Bolsonaro quando ele ainda estava no Exército. Também são incluídas novas tentativas de assassinato enquanto o político se recupera no hospital, ampliando a narrativa de perseguição.
A produção dá espaço de destaque à família do ex-presidente. Carlos Bolsonaro será interpretado pelo ator brasileiro Sérgio Barreto, Eduardo Bolsonaro pelo americano Eddie Finlay e Flávio Bolsonaro pelo ator Marcus Ornellas.
Além dos filhos políticos, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e a filha Laura também aparecem na história, reforçando o foco na dinâmica familiar em meio à crise e ao clima de conspiração mostrado pelo roteiro. Para o público alinhado ao bolsonarismo, o longa tende a funcionar como um reforço simbólico da imagem de Bolsonaro como alvo de ataques políticos e criminosos.