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Doador de sêmen com gene cancerígeno gerou 197 filhos na Europa

Doador de sêmen com gene cancerígeno gerou 197 filhos na Europa

Na Europa, um único doador de sêmen com gene ligado ao câncer gerou 197 filhos em vários países ao longo de cerca de 15 anos, expondo falhas graves nos controles de bancos de esperma. A mutação genética aumenta o risco de alguns tipos de tumor, e parte dessas crianças já desenvolveu câncer, o que gerou…

Na Europa, um único doador de sêmen com gene ligado ao câncer gerou 197 filhos em vários países ao longo de cerca de 15 anos, expondo falhas graves nos controles de bancos de esperma. A mutação genética aumenta o risco de alguns tipos de tumor, e parte dessas crianças já desenvolveu câncer, o que gerou alerta entre médicos, clínicas e autoridades de saúde.

Doador com gene cancerígeno gerou 197 filhos na Europa

O homem, de origem dinamarquesa, teve seu sêmen distribuído para diferentes clínicas europeias sem que a alteração genética fosse detectada nos primeiros exames. A mutação só foi identificada em 2023, depois que casos repetidos de câncer em descendentes começaram a ser ligados ao mesmo doador, revelando uma falha importante nos protocolos de triagem.

Falhas nos bancos de esperma e risco de câncer hereditário

O caso evidencia como a alta demanda por reprodução assistida, somada à circulação internacional de material genético, pode gerar consequências em larga escala quando não há controle rigoroso. Especialistas defendem revisar limites de filhos por doador, ampliar exames genéticos obrigatórios e criar sistemas de rastreabilidade que permitam avisar rapidamente famílias e médicos quando uma mutação de risco é descoberta.

Debates sobre novas regras para reprodução assistida

Órgãos reguladores discutem regras mais duras para bancos de sêmen, incluindo reavaliações periódicas de testes genéticos à medida que a ciência avança. Para quem recorre à fertilização com doador, o episódio reforça a importância de escolher clínicas com protocolos transparentes, rígidos e alinhados a padrões internacionais de segurança genética.

Fonte: Folha de S.Paulo / Deutsche Welle

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