O jornal britânico Financial Times incluiu o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), na lista das 25 pessoas mais influentes de…
Em Brasília, o ministro Alexandre de Moraes foi apontado pelo jornal britânico Financial Times como um dos 25 personagens mais influentes de 2025, ocupando a categoria “heróis” da lista divulgada nesta sexta-feira. Segundo a publicação, ele se tornou um símbolo de defesa da democracia em um cenário mundial de avanço de líderes autocráticos e fragilidade das instituições.
O perfil, assinado pela historiadora Lilia Moritz Schwarcz, ressalta a atuação de Moraes após os eventos de 8 de janeiro de 2023, quando o STF liderou a reação institucional aos atos em Brasília. O texto menciona a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro e de militares de alta patente, apresentada como resultado de julgamentos públicos e amplamente transmitidos, o que reforça a imagem de rigor contra a chamada extrema direita.
Ao mesmo tempo, o próprio artigo admite que a centralização de poder nas mãos de Moraes, o uso de “instrumentos jurídicos excepcionais” e o alcance de suas decisões criam uma tensão entre firmeza e excesso. Esse é justamente o ponto mais sensível para setores de direita e liberais críticos ao STF, que veem no ministro um exemplo de ativismo judicial, com decisões monocráticas que invadem a esfera do Legislativo, limitam a liberdade de expressão e atingem de forma desproporcional opositores do governo.
A escolha do Financial Times, construída a partir da percepção de jornalistas e editores sobre “quem fez diferença no ano”, mostra como parte da imprensa internacional aplaude a concentração de poder no Judiciário quando ela é dirigida contra movimentos rotulados como populistas ou de direita. No Brasil, porém, cresce a pressão por contrapesos ao STF, por regras claras para impeachment de ministros e por contenção de medidas vistas como punitivas e seletivas, o que torna a consagração de Moraes como “herói” um retrato fiel da desconexão entre a elite global e a demanda popular por equilíbrio entre os poderes.
Fonte: Bacci Notícias