Soluços intensos e vômitos voltam a afetar Bolsonaro. Sem diagnóstico fechado, médico mantém tratamento e monitoramento domiciliar.
O ex-presidente Jair Bolsonaro enfrenta uma nova sequência de crises de saúde, desta vez marcadas por soluços intensos e vômitos reflexos. Segundo o médico Cláudio Birolini, que acompanha Bolsonaro, o quadro ainda é sem diagnóstico fechado, o que exige cuidados constantes e monitoramento em tempo integral.
As crises têm ocorrido de forma recorrente e, segundo o médico, são agravadas por situações em que Bolsonaro se exalta ou fala por longos períodos. Em alguns episódios, os soluços são tão fortes que provocam reflexo de vômito — um mecanismo que, paradoxalmente, ajuda a interromper os espasmos.
A família relatou pelo menos quatro episódios de vômito em sequência nos últimos dias, o que levantou a possibilidade de hospitalização. No entanto, Birolini optou por manter o tratamento em casa, com uso de medicamentos e observação direta. O profissional chegou a passar a noite na residência de Bolsonaro para acompanhar de perto as crises e intervir, caso necessário.

Michelle Bolsonaro afirmou nas redes sociais que os soluços deram uma “trégua”, mas o histórico recente aponta para um quadro de instabilidade clínica que preocupa aliados e assessores próximos.
O maior desafio no momento é compreender a origem dos sintomas. Soluços prolongados podem estar associados a problemas neurológicos, gástricos ou mesmo reflexos do nervo vago. Até o momento, a equipe médica não conseguiu determinar qual desses fatores está atuando no caso do ex-presidente.
Vale lembrar que Bolsonaro tem um histórico de saúde delicado desde 2018, quando foi vítima de uma facada durante a campanha presidencial. Desde então, passou por diversas cirurgias na região abdominal, o que pode ter deixado sequelas de difícil diagnóstico, como lesões nervosas ou disfunções no sistema digestivo.
Mesmo em meio ao quadro clínico instável, Bolsonaro continua recebendo visitas de figuras políticas próximas, como Tarcísio de Freitas, Caroline de Toni, Magno Malta e Delegado Caveira. Além disso, sua defesa chegou a protocolar no STF um pedido para que ele pudesse receber visitas mais frequentes, alegando a importância do contato com aliados em momentos de vulnerabilidade.
Esse novo episódio de saúde, embora ainda sem gravidade formal, reacende o debate sobre as condições físicas do ex-presidente e seu papel na política nos próximos meses. As crises, ainda que intermitentes, mostram que o estado de saúde de Bolsonaro segue como um fator importante não apenas na esfera pessoal, mas também no xadrez político nacional.
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