Douglas Alves da Silva, preso por atropelar e arrastar Tainara Santos, já tinha sido detido em 2023 por porte ilegal de arma. Na época,…
Veio à tona um antecedente grave envolvendo Douglas Alves da Silva, de 26 anos, preso por atropelar e arrastar a ex-companheira Tainara Souza Santos, de 31 anos, por cerca de 1 km na Marginal Tietê, na Zona Norte de São Paulo (SP). Antes de protagonizar o caso que gerou revolta no país, Douglas já havia sido detido por porte ilegal de arma de fogo, em 2023.
De acordo com o relato do caso anterior, ele foi visto em um boliche na Zona Norte em atitude suspeita, ao lado de um amigo. Frequentadores desconfiavam de que a dupla estaria armada e acionaram a Polícia Militar. Na abordagem, os agentes resgataram com Douglas uma pistola israelense calibre 9 mm, arma de uso restrito, ou que por si só já configurava um crime sério ligado ao porte de armamento pesado.
O amigo, identificado como Tiago Lima Diógenes, admitiu aos policiais que havia outra arma no carro da dupla, estacionada do lado de fora do boliche. Os agentes localizaram o armamento no piso do veículo, reforçando o cenário de risco que a dupla representava naquele momento. Douglas foi conduzido ao 73º Distrito Policial, a mesma delegacia que hoje investiga o atropelamento de Tainara na Marginal Tietê.
Na ocasião, ele declarou à polícia que havia comprado armas no Paraguai por aproximadamente R$ 13 mil. A investigação da Polícia Civil descobriu que um dos armamentos foi adquirido em uma loja na região do Chaco, a cerca de 40 km da fronteira com o Brasil, marcando ligação com o mercado ilegal de armas na fronteira.
Mesmo presos em flagrante, Douglas e Tiago foram liberados após audiência de custódia. O Ministério Público denunciou os dois portes ilegais de arma, mas a Promotoria ofereceu um acordo judicial para eles não terem antecedentes criminais formais à época. Para encerrar o caso, Douglas teve que confessar o crime e pagar fiança no valor de R$ 2.640.
O histórico reforça a sensação de impunidade e fragilidade na resposta do sistema de Justiça a casos envolvendo armas ilegais. Um homem flagrado com pistola de uso restrito, que permitiu comprar armamento no exterior, foi liberado mediante acordo e voltou às ruas, para agora ser apontado como autor de um ataque brutal contra uma ex-companheira. Esse passado ignorado pelas instituições ajuda a explicar a revolta de quem cobra punições mais firmes para evitar que os criminosos reincidam em crimes ainda mais graves.
fonte: bacci