A acusação de “crime de guerra” contra Donald Trump por causa da ofensiva no Caribe faz parte de uma disputa política e narrativa, não de uma condenação jurídica ou de um fato comprovado. Parlamentares e setores da imprensa usam o termo com base em reportagens sobre um bombardeio que teria atingido náufragos após um primeiro…
A acusação de “crime de guerra” contra Donald Trump por causa da ofensiva no Caribe faz parte de uma disputa política e narrativa, não de uma condenação jurídica ou de um fato comprovado.
Parlamentares e setores da imprensa usam o termo com base em reportagens sobre um bombardeio que teria atingido náufragos após um primeiro ataque, mas o próprio governo já anunciou investigação e o secretário de Defesa nega ter dado ordem para “matar todos”.
Trump enquadra a operação no Caribe como guerra declarada contra cartéis de drogas e estruturas narcoterroristas ligadas ao regime de Nicolás Maduro, responsáveis por inundar os Estados Unidos com drogas e financiar ditaduras hostis na região.
Sob essa lógica, os alvos são organizações criminosas transnacionais, não civis inocentes, e o uso de força letal contra barcos vinculados ao tráfico segue regras de engajamento militares, ainda que agora esteja sob escrutínio político.
Chama atenção que muitos dos críticos mais duros da ação americana silenciam quando o problema é o narcotráfico usando águas internacionais e a costa venezuelana como rota, ou quando o tema são as violações do próprio regime de Maduro.
Ao focar em uma narrativa de “crime de guerra” antes mesmo do fim das investigações, parte da oposição tenta transformar um esforço de combate a cartéis em arma contra Trump, enquanto os cartéis e seus padrinhos políticos seguem lucrando com o vácuo de autoridade na região.
Fonte: poder360