Em meio ao pior momento das relações entre Brasil e Israel em décadas, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) foi a Jerusalém e fez exatamente o oposto do que vem fazendo o governo Lula: reforçou a parceria com o Estado judeu e endureceu o tom contra a política externa petista. Recebido pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e…
Em meio ao pior momento das relações entre Brasil e Israel em décadas, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) foi a Jerusalém e fez exatamente o oposto do que vem fazendo o governo Lula: reforçou a parceria com o Estado judeu e endureceu o tom contra a política externa petista. Recebido pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e pelo presidente do Parlamento israelense, Amir Ohana, Eduardo foi tratado como aliado e posou como representante de um Brasil que não se envergonha de apoiar Israel na guerra contra o terrorismo.
Durante a visita, o deputado citou o versículo bíblico de Gênesis — “quem abençoar Israel será abençoado e quem amaldiçoar será amaldiçoado” — em contraste direto com as falas de Lula, que já comparou a ação israelense ao Holocausto e comprou o discurso de grupos que tratam Israel como vilão. Eduardo destacou que Israel está na “linha de frente para preservar a civilização” e que é preciso ter “bússola moral em ordem” para saber de que lado ficar, deixando claro que enxerga o governo brasileiro hoje alinhado ao lado errado da história.
A agenda em Israel funciona, na prática, como um recado para fora e para dentro do país. No plano internacional, mostra que existe uma liderança política brasileira disposta a reconstruir pontes com uma democracia ocidental cercada por inimigos e demonizada por setores da esquerda global. No plano interno, expõe o isolamento de Lula, que transformou o Itamaraty em instrumento ideológico, arranhou a imagem do Brasil entre aliados históricos e ainda tenta vender essa guinada como “defesa de direitos humanos”, enquanto passa pano para regimes autoritários e movimentos extremistas.
Ao aparecer ao lado de Netanyahu justamente no auge da tensão diplomática, Eduardo Bolsonaro manda um sinal claro: o rompimento com Israel não é consenso no Brasil, é um projeto de governo. E a direita, longe de se intimidar com o desgaste fabricado pela velha imprensa, se apresenta como alternativa para recolocar o país no eixo das nações que defendem Israel, combatem o terrorismo e não se curvam à agenda ideológica que relativiza o direito de um povo existir e se defender.
Fonte: Revista Oeste