Em entrevista ao Poder360, o senador Ciro Nogueira (PP-PI), presidente nacional do Progressistas, elevou o tom ao comentar os documentos da CPMI do INSS que citam Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Segundo ele, as informações coletadas pela Polícia Federal, que apontam supostos pagamentos mensais de 300 mil e repasses de 25 milhões ao…
Em entrevista ao Poder360, o senador Ciro Nogueira (PP-PI), presidente nacional do Progressistas, elevou o tom ao comentar os documentos da CPMI do INSS que citam Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Segundo ele, as informações coletadas pela Polícia Federal, que apontam supostos pagamentos mensais de 300 mil e repasses de 25 milhões ao filho do presidente Lula por esquema ligado ao “Careca do INSS”, são “gravíssimas” e mudaram o clima em Brasília.
Ciro defende que todo o material em poder da CPI seja imediatamente publicizado e investigado a fundo, sem blindagem política. Na sua avaliação, o escândalo do INSS tem “dimensão de crime hediondo”, porque envolve recursos que deveriam ir para aposentados e pensionistas que dependem desse dinheiro para sobreviver, e diz que, se as denúncias forem confirmadas, Lulinha precisa receber uma condenação “exemplar”. Ele também considera “estranha” a mudança do filho de Lula para Madri, na Espanha, em julho, quando as investigações já estavam em andamento, e lembra que o nome de Lulinha circula há meses nos bastidores do Congresso.
O senador comentou ainda o racha interno na Polícia Federal relatado pela imprensa, entre quem defende investigações mais rápidas e quem prega cautela, e afirmou esperar que a PF atue com independência e isenção para punir todos os culpados. Para Ciro, não há dúvidas quanto ao crime contra aposentados, e a corporação é o principal instrumento para esclarecer o caso, desde que não haja interferência política.
Na mesma entrevista, ele criticou duramente a decisão monocrática do ministro Gilmar Mendes que mudou o rito de pedidos de impeachment de ministros do STF, concentrando essa iniciativa na PGR. Ciro afirma que isso retira poder do Senado, usurpa atribuições constitucionais e se soma ao “excesso de protagonismo” do Supremo, que passou a legislar no lugar do Congresso. Ele descarta “troco” institucional, como reagir com mandatos para ministros por revanche, mas insiste que é preciso defender as prerrogativas do Legislativo.
Sobre Jair Bolsonaro, de quem foi ministro da Casa Civil, Ciro diz que a prisão não é justa, demonstra preocupação com a saúde do ex-presidente e afirma que ele não tem condições de permanecer no cárcere sem cuidados médicos e contato com a família. Para o senador, o sentimento de injustiça e perseguição explica episódios como a tentativa de romper a tornozeleira, e o correto seria encaminhá-lo para prisão domiciliar, deixando que o povo, e não o sistema, decida nas urnas quem deve governar o país.
O presidente do PP também analisou 2026 e disse que, se centro e direita conseguirem se unir em torno de um nome, Lula tem “quase 100%” de chances de perder. Ele cita Tarcísio de Freitas e Ratinho Júnior como únicos capazes de unificar esse campo político, critica a oposição por, em alguns momentos, não focar no que impacta diretamente a vida das pessoas e aponta três pontos que considera frágeis para o governo: inflação, promessas não cumpridas (como “picanha” e melhora de renda) e a explosão da violência e do controle do país por facções.
Fonte: Poder360