Em Hong Kong, a busca por likes passou de todos os limites e terminou em prisão para o influenciador Kenny, de 26 anos, conhecido pelo canal “Kowloon King” no YouTube. Ele resolveu transformar em cenário de autopromoção um incêndio devastador que matou 159 pessoas em um conjunto residencial no distrito de Tai Po, tirando selfies…
Em Hong Kong, a busca por likes passou de todos os limites e terminou em prisão para o influenciador Kenny, de 26 anos, conhecido pelo canal “Kowloon King” no YouTube. Ele resolveu transformar em cenário de autopromoção um incêndio devastador que matou 159 pessoas em um conjunto residencial no distrito de Tai Po, tirando selfies sorrindo em frente ao prédio em chamas e chamando as vítimas de “pecadoras” nas redes sociais.
Enquanto bombeiros e equipes de resgate lutavam para controlar o fogo e salvar sobreviventes, o influenciador gravou vídeos e fez fotos em tom de deboche, exibindo o gesto de “V” com os dedos, como se estivesse em um passeio turístico. As publicações viralizaram rapidamente e geraram uma onda de indignação entre moradores, familiares das vítimas e autoridades locais, que classificaram a atitude como profundamente desrespeitosa e moralmente inaceitável diante de uma das maiores tragédias recentes da região.
A polícia de Hong Kong reagiu com firmeza e prendeu Kenny após identificar o conteúdo postado, abrindo investigação sob suspeita de crimes ligados à desordem pública e possível discurso de ódio. O caso reacende um debate global sobre os limites da exposição digital: até que ponto a busca por engajamento, visualizações e fama nas redes pode justificar transformar a dor alheia em entretenimento, sem qualquer empatia pelas vítimas.
Para especialistas e críticos do comportamento online, episódios como esse mostram o lado mais sombrio da cultura de influenciadores, em que tragédias viram palco para gestos calculados de provocação. A forte reação da sociedade e a resposta imediata das autoridades indicam que, cada vez mais, esse tipo de conduta tende a ter consequências concretas fora da internet, seja na esfera criminal, seja na destruição da reputação pública de quem ultrapassa a linha do respeito básico.
Fonte: Extra