Em São Paulo (SP), um depoimento de Edson Claro Medeiros Júnior à Polícia Civil revelou acusações graves contra o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS. Ex-funcionário de Antunes, Edson afirmou que, em uma reunião realizada em 17 de junho, o empresário o pressionou a entregar aparelhos eletrônicos que conteriam dados sigilosos…
Em São Paulo (SP), um depoimento de Edson Claro Medeiros Júnior à Polícia Civil revelou acusações graves contra o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS. Ex-funcionário de Antunes, Edson afirmou que, em uma reunião realizada em 17 de junho, o empresário o pressionou a entregar aparelhos eletrônicos que conteriam dados sigilosos e, ao longo da discussão, teria ameaçado “meter uma bala” em sua cabeça caso ele “abrisse a boca”.
Além da Polícia Civil, Edson também prestou depoimento à Polícia Federal, onde disse que Careca do INSS pagaria uma espécie de “mesada” de R$ 300 mil a Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e teria feito ainda um repasse de R$ 25 milhões, sem que a moeda desse valor estivesse claramente definida. Ele se apresentou como diretor-executivo da empresa World Cannabis e descreveu Antunes como principal investidor do negócio. No entanto, documentos da própria empresa mostram que 90% das cotas estão em nome de Antunes e os 10% restantes no nome de seu filho, Romeu Carvalho Antunes, de 28 anos.
Segundo o relato de Edson, o motivo da reunião foi o medo de Antunes de que informações sensíveis pudessem parar nas mãos da PF, já que ele acreditava que dados comprometedores estavam armazenados nos aparelhos do ex-funcionário. A tentativa de recuperar esses equipamentos teria escalado para a ameaça direta registrada no inquérito, o que liga o episódio não apenas a disputas internas, mas também a possíveis provas envolvendo altos repasses a Lulinha.
Paralelamente, o cenário político em Brasília mostra resistência em aprofundar a apuração sobre o filho do presidente. A CPMI do INSS rejeitou, por 19 votos a 12, um requerimento para convocar Fábio Luís Lula da Silva, decisão articulada pela base governista e vista por opositores como mais um movimento para blindar o entorno de Lula. De acordo com informações da colunista Andreza Matais, Lulinha está morando em Madri, na Espanha, desde meados do ano, distante fisicamente das investigações, enquanto denúncias sobre pagamentos milionários e ameaças a testemunhas seguem sem um confronto direto com o principal beneficiário apontado.
Fonte: Pleno.News