Bilionários e influencers adotam práticas extremas como troca de sangue e sono em gaiola para tentar parar o tempo com o biohacking.
O avanço da medicina ampliou a expectativa de vida, mas para alguns, viver mais não basta — é preciso parar o tempo. Esse é o propósito dos biohackers, indivíduos que combinam tecnologia, ciência e experimentos extremos no próprio corpo para manipular o desempenho humano e buscar a “fonte da juventude”.
Na era das redes sociais, muitos deles viraram influencers. Seus métodos, controversos e muitas vezes sem comprovação científica, desafiam limites da estética, da saúde e da ética.
Um dos mais conhecidos é Bryan Johnson, empresário americano que investe cerca de US$ 2 milhões anuais em protocolos antienvelhecimento. Ele já trocou seu plasma sanguíneo por proteína, injetou sangue do próprio filho (abandou depois por falta de efeito), toma 100 suplementos diários e mantém uma rotina quase militar de alimentação, sono e exercícios.
🌿 Johnson consome apenas alimentos vegetais, bebe 90 ml de vinho pela manhã, regula o sono e busca funcionar “como um adolescente”.
🎥 Imagem ideal: close artístico dele com bolsa de plasma, fundo futurista.
Dave Asprey, 51 anos, também é nome forte no meio. Ele realizou uma “circuncisão facial”, injetando 100 milhões de células-tronco e gordura das próprias nádegas no rosto. A técnica, segundo ele, acelera a regeneração.
Asprey já gastou milhares de dólares em crioterapia, nutrição avançada e tecnologias regenerativas.
📸 Imagem: retrato com ênfase nas áreas tratadas do rosto.
A britânica Tracy Kiss, 38 anos, substituiu preenchimentos e botox por filtragem de sangue, câmaras de oxigênio e máscaras faciais com sêmen (segundo ela, doado por um amigo). Ela diz que agora carrega um adulto nos ombros com facilidade e é confundida com a irmã da filha de 18 anos.
💊 Gasta até £2.000 por mês em tratamentos.
🛌 Dorme em câmara regeneradora e faz oxigenioterapia facial semanalmente.
Kayla e Warren Lentz, dos EUA, mantêm uma rotina rigorosa que inclui:
Kayla também faz tratamentos com ozônio na boca e raspagem da língua com óleo de coco para regeneração oral.
Wim Hof, 66 anos, popularizou um método baseado em respiração profunda e exposição ao frio extremo. Ele correu meia maratona descalço sobre gelo e escalou o Kilimanjaro de bermuda.
❄️ Estudos indicam benefícios como redução de inflamações e melhora do foco, mas não é indicado sem supervisão médica.
O cientista Aubrey de Grey pesquisa rejuvenescimento celular há mais de 20 anos. Segundo ele, “os primeiros humanos que viverão 1.000 anos já nasceram”. Defende que o envelhecimento é uma doença e pode ser revertido, desenvolvendo terapias para reparar danos moleculares ao longo do tempo.
O biohacker Aaron Traywick morreu em 2018 após se injetar com uma droga não testada para herpes em um evento público. Seu corpo foi encontrado em um tanque de flutuação. O episódio acendeu alertas sobre os riscos de práticas sem validação científica.