Estudo sugere novo planeta no Sistema Solar após 170 anos. Anomalias no Cinturão de Kuiper reforçam hipótese de corpo oculto.
Astrônomos da Universidade de Princeton anunciaram em agosto de 2025 a possível existência de um novo planeta no Sistema Solar. O corpo celeste, chamado provisoriamente de Planeta Y, teria tamanho semelhante ao da Terra e estaria localizado após Netuno, na região conhecida como Cinturão de Kuiper.
💡 O estudo, publicado na Monthly Notices of the Royal Astronomical Society: Letters, analisou o comportamento de 154 objetos transnetunianos. A partir de 80 unidades astronômicas (UA) do Sol — cerca de 12 bilhões de quilômetros — esses objetos passam a se inclinar de forma inesperada, como se algo os estivesse “puxando” gravitacionalmente.

Segundo os pesquisadores, simulações computacionais apontam que um corpo com massa entre a de Mercúrio e a Terra, com órbita distante e inclinada cerca de 15 graus, poderia causar esse efeito.
🔹 Sua trajetória estaria entre 100 a 200 UA do Sol — invisível para a maioria dos telescópios atuais, mas detectável por seus efeitos indiretos.
🔹 A descoberta não está relacionada ao Planeta 9, proposto anteriormente. O Planeta Y seria um objeto distinto, com influência sobre outra região do Sistema Solar.
Se confirmado, será o primeiro novo planeta descoberto desde Netuno, há 170 anos.

A revelação científica reacendeu teorias que circulam há décadas: seria o Planeta Y o famoso e controverso Nibiru?
O nome Nibiru aparece em antigos textos da Mesopotâmia e foi popularizado por autores modernos como Zecharia Sitchin, que sugeriu que ele seria um planeta errante com órbita elíptica extrema, retornando ao Sistema Solar a cada 3.600 anos.
De acordo com essa visão:
🔹 A semelhança com o Planeta Y é clara: órbita distante, influência gravitacional detectável, dificuldade de observação direta.
Por isso, alguns veem o estudo como evidência indireta de que Nibiru poderia, de fato, existir sob outro nome — ou estar se aproximando em silêncio.
O Observatório Vera C. Rubin, prestes a entrar em operação, deve realizar varreduras mais profundas no céu. É possível que ele consiga confirmar a presença do Planeta Y — ou revelar algo ainda mais surpreendente.
Seja qual for o nome — Planeta Y, Nibiru ou outro — a hipótese está lançada. Os próximos anos podem finalmente responder a uma das perguntas mais antigas (e polêmicas) da astronomia moderna.