Mark Kirby, 38, morreu após ser picado por uma aranha que comprou online. Caso alerta sobre os perigos de criar animais exóticos em casa.
A morte por picada de aranha de estimação chocou moradores de Prescot, no Reino Unido, e levantou um alerta sobre os riscos de animais exóticos em casa. Mark Anthony Kirby, de 38 anos, pai de dois filhos, morreu poucos dias após adquirir cinco aranhas pela internet. O caso rapidamente ganhou repercussão e deixou a comunidade em luto. O que parecia ser apenas uma nova paixão virou uma tragédia familiar irreversível…
Mark estava morando sozinho e, segundo sua ex-companheira Kayleigh Gill, havia desenvolvido uma obsessão repentina por aranhas. Ele comprou cinco exemplares online poucas semanas antes da tragédia. Mesmo com histórico de medo de insetos, decidiu criá-las em casa. Familiares acreditam que o isolamento e a solidão possam ter motivado essa nova fixação.
O comportamento de Mark mudou visivelmente. Passou a dedicar tempo excessivo aos novos pets, registrando vídeos e estudando sobre espécies exóticas. No entanto, a falta de experiência e o risco envolvido foram ignorados — um erro que custaria sua vida.
Pouco após a suposta picada da aranha, Mark começou a apresentar sinais preocupantes. Segundo Kayleigh, ele desenvolveu sintomas semelhantes aos da gripe, como febre, calafrios e dores nos membros. Mesmo debilitado, decidiu seguir com uma viagem para a Escócia ao lado da ex-companheira e de sua irmã, em 26 de julho.
Durante o passeio, Mark oscilava entre momentos de descontração e queixas de mal-estar. Chegou a brincar durante o jantar no restaurante Toby Carvery, mas sua saúde já dava sinais de declínio. Após o retorno a Prescot, o quadro piorou.
Esses sinais, ignorados à primeira vista, evoluíram rapidamente para um desfecho trágico.
Após retornar da viagem, Mark Kirby continuou a relatar sintomas alarmantes. Entre os dias 27 de julho e 1º de agosto, seu estado físico oscilava entre fadiga extrema e falta de ar. Ele relatava sentir o corpo “fora do controle”, alternando entre calafrios e calor intenso.
No dia 2 de agosto, em um dos episódios mais críticos, ele ligou para a cunhada, Kath, dizendo que não conseguia respirar direito. Ela, que morava na rua ao lado, correu até o apartamento. Ao chegar, encontrou Mark desorientado e prestes a desmaiar.
Pouco antes de perder a consciência, ele ainda conseguiu pedir ajuda. Kath acionou os serviços de emergência pelo 999, mas, mesmo com a chegada rápida dos paramédicos, Mark não resistiu. Sua morte foi confirmada ali mesmo, chocando a família e deixando um sentimento de impotência.
A morte repentina de Mark Kirby deixou um vazio irreparável em sua família. Kayleigh Gill, com quem compartilhou 16 anos de vida e dois filhos, descreveu-o como um homem divertido, atencioso e profundamente ligado aos filhos. Mesmo após a separação, eles mantinham uma forte amizade.
Em entrevista ao Liverpool Echo, Kayleigh prestou uma emocionante homenagem:
“Ele era engraçado, extrovertido e a alma da festa. Sempre colocava os nossos filhos em primeiro lugar.”
A comunidade também se comoveu com a tragédia. Amigos próximos destacaram seu bom humor e sua generosidade. A morte de Mark serve de alerta, mas, acima de tudo, lembra que por trás da notícia há um pai amoroso e uma família devastada pela perda.
Até o momento, a espécie exata da aranha que supostamente picou Mark Kirby não foi identificada. Esse detalhe levanta ainda mais preocupação sobre a compra de animais exóticos pela internet, sem qualquer controle ou orientação especializada.
Criar aranhas como pets pode parecer inofensivo, especialmente quando comercializadas como espécies “domesticadas”. No entanto, a falta de informação sobre o comportamento e o veneno desses animais representa um risco real à saúde humana.
A tragédia de Mark evidencia a importância de regulamentar melhor esse tipo de comércio e conscientizar a população sobre os perigos envolvidos.
A morte de Mark Kirby é mais do que uma tragédia isolada — é um alerta urgente sobre os riscos de criar animais exóticos sem preparo. Aranhas podem parecer inofensivas, mas algumas espécies escondem perigos invisíveis até que seja tarde demais.
Compras pela internet, muitas vezes sem procedência garantida, facilitam o acesso a espécies potencialmente fatais. O caso reforça a necessidade de informação, responsabilidade e, principalmente, regulação para evitar que outras famílias passem pela mesma dor.
Mark perdeu a vida de forma inesperada. Que sua história sirva como lição para que ninguém mais precise pagar tão caro por curiosidade ou descuido.
Fonte: